Reino Metaphyta - Introdução e Estruturas


As plantas são seres pluricelulares e eucariontes, com as características comuns como organismos eucarióticos que fazem fotossíntese (utilizando a luz, ou seja, a energia luminosa, as plantas produzem a glicose, matéria orgânica formada a partir da água e do gás carbônico que obtêm do alimento, e liberam o gás oxigênio) usando clorofilas a e b (clorofila a como pigmento fotossintetizante, clorofila b e carotenoides como pigmentos acessórios) e armazenam seus produtos fotossintéticos. Elas possuem parede celular rica em celulose e que armazenam amido como reserva. Muitas espécies de plantas não são capazes de produzir seu próprio alimento, por essa razão, elas agem de forma parasita, extraindo de outras plantas os nutrientes necessários para sua sobrevivência.
É um grupo monofilético (mesmo antepassado, dividindo esse antepassado com algumas algas). Segundo a hipótese mais aceita, elas evoluíram a partir de ancestrais protistas. Provavelmente, esses ancestrais seriam tipos de algas pertencentes ao grupo dos protistas que se desenvolveram na água. Foram observadas semelhanças entre alguns tipos de clorofila que existem tanto nas algas verdes como nas plantas. A partir dessas e de outras semelhanças, supõe-se que as algas verdes aquáticas são ancestrais diretas das plantas. Há cerca de 500 milhões de anos, as plantas iniciaram a ocupação do ambiente terrestre. Este ambiente oferece às plantas vantagens como: maior facilidade na captação da luz, já que ela não chega às grandes profundidades da água, e facilidade da troca de gases, devido à maior concentração de gás carbônico e gás oxigênio na atmosfera. Esses fatores são importantes no processo da respiração e da fotossíntese. As plantas adaptadas ao ambiente terrestre apresentam estruturas que permitem a absorção de água presente no solo e outras estruturas que impedem a perda excessiva se água.
Podem ser classificadas em dois grandes grupos:
Criptógamas ou Arquegoniadas: plantas sem flores e sementes, seus órgãos reprodutivos não são aparentes e também são Assifonógamas (não apresentam tubo polínico). Pertencem a este grupo as Briófitas e Pteridófitas.
Fanerógamas: plantas com sementes (espermatófitas) e órgãos reprodutivos aparentes, também são Sifonógamas (possuem tubo polínico). São classificadas em duas divisões – as Gimnospermas e as Angiospermas.
Uma característica importante presente em todas as plantas é a reprodução por metagênese. Neste tipo de reprodução ocorre uma alternância (gametófito) e diploide (esporófito). Neste ciclo reprodutivo haplodiplobionte os esporos são produzidos por meiose e os gametas são produzidos por mitose, e, nesse processo, a estrutura a onde encontra-se o gametófito feminino atrai quimicamente o gametófito masculino por um processo chamado Quimiotactismo positivo.
Briófitas
Essa divisão compreende vegetais terrestres com morfologia bastante simples, conhecidos popularmente como "musgos" ou "hepáticas", mas também há os antóceros. São organismos eucariontes, pluricelulares, onde apenas os elementos reprodutivos são unicelulares.
As briófitas são características de ambientes terrestres úmidas, embora algumas apresentem adaptações que permitem a ocupação dos mais variados tipos de ambientes, resistindo tanto à imersão, em ambientes totalmente aquáticos, como a desidratação quando atuam como sucessores primários na colonização.
As briófitas são plantas avasculares de pequeno porte que possuem muitos e pequenos cloroplastos em suas células. O tamanho das briófitas está relacionado à ausência de vasos condutores, chegando no máximo a 10 cm em ambientes extremamente úmidos, embora não tenha sido descoberto até agora nenhuma briófita marinha. A evaporação remove consideravelmente a quantidade de água para o meio aéreo. A reposição por absorção é um processo lento. O transporte de água ao longo do corpo desses vegetais ocorre por difusão de célula a célula, já que não há vasos condutores e, portanto, é lento.
Há a presença de órgãos falsos (já que elas são talófitas) - filoides, cauloides e rizoides que se assemelham a folhas, caules e raízes verdadeiras:
Rizoides - filamentos que fixam a planta no ambiente em que ela vive e absorvem a água e os sais minerais disponíveis nesse ambiente;
Cauloide - pequena haste de onde partem os filoides;
Filoides - estruturas clorofiladas e capazes de fazer fotossíntese.
Quanto à reprodução, apresentam a metagênese ou alternância de gerações em que a fase de gametófito (N) predomina sobre o esporófito (2N). A grande dependência da água persiste também em sua reprodução, uma vez que seus gametas masculinos flagelados dependem da água do meio para nadarem até os gametas femininos.
Nas briófitas, os gametófitos em geral têm sexos separados. Em certas épocas, os gametófitos produzem uma pequena estrutura, geralmente na região apical - onde terminam os filoides. Ali os gametas são produzidos. Os gametófitos masculinos produzem gametas móveis, com flagelos: os anterozoides. Já os gametófitos femininos produzem gametas imóveis, chamados oosferas. Uma vez produzidos na planta masculina, os anterozoides podem ser levados até uma planta feminina com pingos de água da chuva que caem e respingam. Na planta feminina, os anterozoides nadam em direção à oosfera; da união entre um anterozoide e uma oosfera surge o zigoto, que se desenvolve e forma um embrião sobre a planta feminina. Em seguida, o embrião se desenvolve e origina uma fase assexuada chamada esporófito, isto é, a fase produtora de esporos. No esporófito possui uma haste e uma cápsula. No interior da cápsula formam-se os esporos. Quando maduros, os esporos são liberados e podem germinar no solo úmido. Cada esporo, então, pode se desenvolver e originar um novo ser - a fase sexuada chamada gametófito. A fase denominada esporófito não tem clorofila; ela é nutrida pela planta feminina sobre a qual cresce. O esporófito é considerado uma fase passageira porque morre logo após produzir esporos.


Classificação
As briófitas mais conhecidas são as hepáticas e os musgos. As hepáticas são tanto aquáticas quanto terrestres e seu talo é uma lâmina extremamente delgada. Seu talo lembra muito um vegetal superior: apresenta-se ereto, crescendo a partir do solo.
Apesar do aspecto modesto, os musgos têm grande importância para os ecossistemas. Juntamente com os liquens, os musgos foram as primeiras plantas a crescer sobre rochas, as quais desgastam por meio de substâncias produzidas por sua atividade biológica.
Desse modo, permitem que, depois deles, outros vegetais possam crescer sobre essas rochas. Daí seu importante papel nas primeiras etapas de formação dos solos.
Pteridófitas
Como a partir das pteridófitas todas as plantas possuem vasos condutores de seiva (xilema e floema), estes grupos juntos são classificados como traqueófitas. Devido a presença de vasos condutores, elas podem apresentar grande porte, possuem menor dependência da água em comparação com as briófitas e já possuem órgãos verdadeiros – raiz, caule e folha (cormófitas). Algumas espécies se reproduzem assexuadamente por fragmentação (pedaços do caule), mas o principal tipo de reprodução é por metagênese ou alternância de gerações.
Na face inferior das folhas férteis localizam-se estruturas denominadas receptáculos, onde se localizam os esporângios (ao agrupamento de vários esporângios, dá-se o nome de soro). Os esporângios são pequenas bolsas no interior das quais são encontradas as células-mães de esporos (2N) e que por meiose produziram esporos (N). O esporângio possui na epiderme um espaçamento formado por uma camada de células que o envolve, deixando um pedaço de epiderme sem proteção. O esporângio perde água, torna-se ressecado; a região, sem proteção, rompe-se, e os esporos são liberados. Caindo em ambiente favorável, germinam, originando o protalo. O protalo é hermafrodita ou monoico, ou seja, possui anterídios e arquegônios, nos quais se formam os gametas. A abertura do anterídio ocorre pela presença de água que provém de respingos da chuva ou de orvalho.
Com a presença da água, os anterozoides são liberados. Atingindo o arquegônio, nadam até a oosfera, fecundando-a e formando o zigoto (2N) que, ao se desenvolver, origina o esporófito. Na face inicial de desenvolvimento, o esporófito alimenta-se do gametófito, depois passa a ter vida independente, e o gametófito regride e desaparece.
Quanto a reprodução, pela primeira vez o esporófito (2n) torna-se a fase dominante. Embora as pteridófitas conquistem a terra em comparação com as briófitas, sua reprodução continua dependente da água uma vez que seus anterozoides (gametas masculinos) também são flagelados.
O corpo das pteridófitas possui raiz, caule e folha. O caule das atuais pteridófitas é em geral subterrâneo, com desenvolvimento horizontal, porém, em algumas pteridófitas, o caule é aéreo. Em geral, cada folha dessas plantas divide-se em muitas partes menores chamadas folíolos. A maioria das pteridófitas é terrestre e, como as briófitas, vive preferencialmente em locais úmidos e sombreados.



Curiosidade: antes da invenção das esponjas e das palhas de aço, as pteridófitas eram usadas para a função de limpeza.


Gimnosperma
As gimnospermas são as primeiras fanerógamas (órgãos reprodutivos aparentes) e espermatófitas (plantas com sementes). Possuindo a fase esporófita duradoura e gametófita temporária.
As gimnospermas possuem raízes, caule e folhas. Possuem também ramos reprodutivos com folhas modificadas chamadas estróbilos. Em muitas gimnospermas os estróbilos são bem desenvolvidos e conhecidos como cones - o que lhes confere a classificação no grupo das coníferas. As coníferas, no Brasil, destaca-se a Mata de Araucárias do Sul do país, com os pinheiros-do-paraná.
As gimnospermas não produzem frutos. Suas sementes são "nuas", ou seja, não ficam encerradas em frutos. Devido à grande diversidade, as gimnospermas foram divididas em quatro classes:
Coníferas – árvores de grande porte, tronco espesso, muitos galhos, com folhas longas e finas, ou curtas em forma de escamas, localiza-se em regiões mais amenas. Algumas espécies possuem ciclo de vida muito longo.
Cicadófitas – são encontradas em regiões tropicais da Terra. Gimnosperma primitiva que depende da água para a fecundação, ao contrário das demais gimnospermas, que independem da água para reprodução.
O gênero Cycas é a espécie mais conhecida: lembra uma palmeira e é muito utilizada para ornamentar jardins.


Gincófitas – A única espécie vivente pertence à classe Ginkgo biloba, daí serem consideradas “fósseis vivos”. Suas folhas são delgadas, em forma de leque. . O Ginkgo é uma árvore dióica, isto é, que apresenta as estruturas de reprodução masculina e feminina em indivíduos separados, com crescimento lento atingindo a altura de aproximadamente 30 metros ou mais; suas folhas apresentam uma coloração dourada antes da senescência, que ocorre no outono. É provável que não haja nenhuma população natural de Ginko em nenhuma parte do mundo, sendo introduzida em parques e jardins, principalmente por ser uma espécie resistente à poluição aérea.
Gnetófitas – essa classe inclui gêneros que mostram grandes diferenças entre si. Destacam-se três gêneros:


Welwitschia mirabilis: encontradas em regiões áridas como desertos. Ficam enterradas nos solos arenosos, deixando apenas exposta na superfície um disco maciço e lenhoso de onde parte duas folhas com forma de fita que se prolonga pelo chão com o passar dos anos.
Gnetum: espécies encontradas nos trópicos úmidos, sendo representado por árvores e trepadeiras com folhas grandes e coriáceas.
Ephedra: de onde se extrai a efedrina, um alcaloide, usado no tratamento de asma e outras doenças. São constituídas por arbustos com folhas pequenas e escamiformes, habitando regiões áridas e semiáridas do mundo.
Algumas gimnospermas apresentam adaptações à perenefolia (plantas que não perdem as folhas, árvores peneres), apresentando estruturas como folhas aciculadas, cutícula espessa e raízes profundas que são adaptações que evitam sua perda d´água excessiva.
Quando o microsporângio se abre, libera os grãos de pólen, que apresentam bolsas de ar para facilitar a dispersão pelo vento, até atingirem os cones femininos, onde penetram na micrópila. Ocorre a formação do tubo polínico que permite a chegada do núcleo espermático (gameta masculino) até a oosfera (gameta feminino) para a ocorrência da fecundação e formação de um embrião diploide. A presença do grão de pólen e do tubo polínico permite que o gameta masculino seja levado ao encontro do gameta feminino. Seu esporófito (2n) é a fase dominante, sendo o gametófito extremamente pequeno: o tubo polínico é o gametófito masculino e o saco embrionário é o gametófito feminino.
Os estróbilos são as estruturas reprodutoras das gimnospermas. Correspondem a um ramo fértil, responsável pela produção dos esporos. Existem dois tipos de estróbilos: os que produzem esporos femininos (megásporos) e os que produzem esporos masculinos (micrósporos). O estróbilo feminino é chamado megastróbilo e o masculino microstróbilo. Algumas espécies apresentam árvores só com estróbilos masculinos e árvores com estróbilos femininos (dioicas), mas na maioria das espécies ambos são encontrados na mesma árvore (monoicas). Quando os estróbilos masculinos se abrem eles liberam os grãos de pólen que são levados pelo vento até o estróbilo feminino. Depois da polinização, os gametas masculinos atingem o gameta feminino deslizando pelo interior do tubo polínico. Da fecundação resulta a semente, que irá germinar produzindo uma nova planta.
Existem dois tipos de estróbilos, um grande e outro pequeno e, como consequência, há dois tipos de esporângios e de esporos. Nos estróbilos maiores, considerados femininos, cada esporângio, chamado de óvulo, produz por meiose um megásporo (ou macrósporo). O megásporo fica retido no esporângio, não é liberado, como ocorre com os esporos das pteridófitas. Desenvolvendo-se no interior do óvulo o megásporo origina um gametófito feminino. Nesse gametófito surgem arquegônios e, no interior de cada um deles, diferencia-se uma oosfera (que e o gameta feminino).
Nos estróbilos menores, considerados masculinos, cada esporângio - também chamado de saco polínico - produz por meiose, numerosos micrósporos. Desenvolvendo-se no interior do saco polínico, cada micrósporo origina um gametófito masculino, também chamado de grão de pólen (ou gametófito masculino jovem).
A ruptura dos sacos polínicos libera vários grãos de pólen, leves, dotados de duas expansões laterais, aladas. Cada grão de pólen, aderido a uma abertura existente no óvulo, inicia um processo de crescimento que culmina com a formação de um tubo polínico, correspondente a um grão de pólen adulto (gametófito masculino adulto). No interior do tubo polínico existe dois núcleos gaméticos haploides, correspondentes aos anterozoides das pteridófitas. Apenas um dos núcleos gaméticos fecunda a oosfera, gerando o zigoto (o outro núcleo gamético degenera). Dividindo-se repetidamente por mitose, o zigoto acaba originando um embrião, que mergulha no tecido materno correspondente ao gametófito feminino.
Após a ocorrência da fecundação e da formação do embrião, o óvulo converte-se em semente, que é uma estrutura com três componentes: uma casa (também chamada de tegumento), um embrião e um tecido materno haploide, que passa a ser denominado de endosperma (ou endosperma primário), por acumular substâncias de reserva que serão utilizadas pelo embrião durante a sua germinação.
O tegumento do óvulo consiste de três camadas celulares, uma das quais endurece e origina a casca da semente. Quando esta semente amadurece, o embrião em seu interior já apresenta primórdios de raiz, caule e oito folhas embrionárias, denominadas de cotilédones. Nesse estágio, a semente desprende-se do estróbilo feminino e cai no solo, onde germinará.
Portanto, ao comparar gimnospermas coníferas com as pteridófitas, as seguintes novidades podem ser citadas: estróbilos produtores de óvulos (que, depois, serão convertidos em sementes), estróbilos produtores de grãos de pólen, polinização, diferenciação do grão de pólen em tubo polínico e, por fim, a fecundação independente da água ambiental (esse tipo de fecundação é conhecido por sifogamia).
Angiospermas
Representa a maior parte das plantas conhecidas. As Angiospermas são plantas completas, pois apresentam folhas, caule, raízes, sementes e frutos que envolvem as sementes para a proteção. As angiospermas arborescentes possuem três componentes principais: raízes, tronco e folhas.
As raízes são os órgãos fixadores da árvore ao solo e absorvem água e sais minerais. O tronco, constituído de inúmeros galhos, é o órgão aéreo responsável pela formação das folhas, efetuando também a ligação delas com as raízes. E as folhas são os órgãos onde ocorrerá a fotossíntese. Cada flor, que aparece periodicamente, é um sistema de reprodução e é formada pela reunião de folhas modificadas presas ao receptáculo floral, que possui formato de um disco achatado.
Após a polinização e a fecundação, a flor sofre uma modificação extraordinária. De todos os componentes que foram vistos anteriormente, acabam sobrando apenas o pedúnculo e o ovário. Todo o restante degenera. O ovário sofre uma grande modificação, se desenvolve e agora dizemos que virou fruto. Em seu interior, os óvulos viraram sementes. Assim, a grande novidade das angiospermas, em termos de reprodução, é a presença de frutos e a de flor verdadeira. Evolutivamente, as angiospermas apresentam desenvolvimento e reprodução mais rápidos. O sistema vascular especializado permitiu a condução mais eficiente de água e a redução dos gametófitos femininos tornou o ciclo de vida mais curto. Essas vantagens devem ter permitido às primeiras angiospermas ocuparem regiões perturbadas e de clima sazonal. Elas provavelmente surgiram na região tropical, e se espalharam rapidamente, aproveitando pontes intercontinentais que ainda existiam na região equatorial durante o início da desintegração da Pangeia no Cretáceo. Uma hipótese interessante isso ter acontecido é a de que a coevolução com insetos tenha permitido uma grande irradiação adaptativa de ambos os grupos. 

Obs: O endosperma secundário 3N é uma substância de reserva presente, exclusivamente, nas sementes das angiospermas.


Sua classificação tradicional divide as angiospermas em dois grandes grupos: as monocotiledôneas e as dicotiledôneas:
Entes as angiospermas, verificam-se dois tipos básicos de raízes: fasciculadas e pivotantes. Raízes fasciculadas. Também chamadas raízes em cabeleira, elas formam numa planta um conjunto de raízes finas que têm origem num único ponto. Não se percebe nesse conjunto de raízes uma raiz nitidamente mais desenvolvida que as demais: todas elas têm mais ou menos o mesmo grau de desenvolvimento. As raízes fasciculadas ocorrem nas monocotiledôneas.
Raízes pivotantes. Também chamadas raízes axiais, elas formam na planta uma raiz principal, geralmente maior que as demais e que penetra verticalmente no solo; da raiz principal partem raízes laterais, que também se ramificam. As raízes pivotantes ocorrem nas dicotiledôneas.
Em geral, nas angiospermas verificam-se dois tipos básicos de folhas: paralelinérvea e reticulada.
Folhas paralelinérveas. São comuns nas angiospermas monocotiledôneas. As nervuras se apresentam mais ou menos paralelas entre si.
Folhas reticuladas. Costumam ocorrer nas angiospermas dicotiledôneas. As nervuras se ramificam, formando uma espécie de rede.
O embrião da semente de angiosperma contém uma estrutura chamada cotilédone. O cotilédone é uma folha modificada, associada à nutrição das células embrionárias que poderão gerar uma nova planta.
Sementes de monocotiledôneas: Nesse tipo de semente, como a do milho, existe um único cotilédone; daí o nome desse grupo de plantas ser monocotiledôneas (do grego monos: 'um', 'único'). As substâncias que nutrem o embrião ficam armazenadas em uma região denominada endosperma. O cotilédone transfere nutrientes para as células embrionárias em desenvolvimento.
Sementes de dicotiledôneas: Nesse tipo de semente, como o feijão, existem dois cotilédones - o que justifica o nome do grupo, dicotiledôneas (do grego dís: 'dois'). O endosperma geralmente não se desenvolve nas sementes de dicotiledôneas; os dois cotilédones então armazenam as substâncias necessárias para o desenvolvimento do embrião.


Esquema de uma flor completa de Angiospermas
As flores atraem devido à cor, formato, cheiro ou atrativos alimentares (néctar). Isso permite uma eficiência maior na polinização sendo, portanto, um grande ganho evolutivo. Geralmente, as plantas que atraem animais diurnos apresentam flores vistosas. Já as plantas que atraem animais noturnos apresentam flores menores, pouco coloridas e com grande liberação de odores.
Nas anteras ocorre a produção dos grãos de polens e no ovário encontraremos o óvulo. A fecundação do óvulo gera a semente e a hipertrofia do ovário gera o fruto verdadeiro.


Uma flor completa apresenta as seguintes partes:
• verticilo: conjunto de folhas modificadas, relacionadas à proteção de outros órgãos. Os verticilos florais são:
Cálice – conjunto de sépalas, as peças florais mais parecidas com folhas, pois geralmente são verdes. A sua função é proteger a flor quando em botão. A flor sem sépalas diz-se assépala. Se todo o perianto apresentar o mesmo aspecto (tépalas), e for semelhante a sépalas diz-se sepaloide. Neste caso diz-se que o perianto é indiferenciado;
Corola – conjunto de pétalas, peças florais geralmente coloridas e perfumadas, com glândulas produtoras de néctar na sua base, para atrair animais. Dá-se o nome de perianto ao conjunto de cálice e corola.
Os órgãos de suporte – órgãos que sustentam a flor, tais como: pedúnculo – liga a flor ao resto ramo; receptáculo – dilatação na zona terminal do pedúnculo, onde se inserem as restantes peças florais;
androceu: parte masculina da flor, constituída por folhas modificadas, denominadas estames. O estame é formado de três partes:
- antera: porção dilatada, localizada na parte superior do estame, corresponde ao microsporângio, onde se originam os grãos de pólen (corresponde ao limbo da folha);
- filete: haste que prende a antera ao receptáculo floral (corresponde ao pecíolo da folha);
- conectivo: tecido que une as duas partes da antera.
gineceu: é a parte feminina da flor. Constituída por folhas modificadas denominadas pistilos ou carpelos. Corresponde ao megasporófilo. O pistilo ou carpelos são constituídos por três partes:
- estigma: porção terminal e dilatada do carpelo. Apresenta a superfície viscosa com a finalidade de receber o grão de pólen.
- estilete: haste de comunicação entre o estigma e o ovário.
- ovário: base dilatada do carpelo. Em seu interior ocorre a formação de óvulos.
Geralmente o estigma é mais alto que as anteras, de modo a dificultar a autopolinização.
A grande maioria das flores das angiospermas é hermafrodita (apresenta androceu e gineceu), facilitando a autofecundação. Mas a autofecundação apresenta desvantagem para as espécies, impedindo a variabilidade de caracteres. Para impedir a autofecundação, as flores possuem adaptações que impedem o processo e facilitam a fecundação cruzada (entre flores diferentes), tais como:
- hercogamia: ocorrência de uma barreira entre a antera e o estigma
- protandria: androceu amadurece antes do gineceu.
- protoginia: gineceu amadurece antes do androceu.
No entanto, indivíduos de algumas espécies não apresentam esses mecanismos, e aproveita de seu próprio pólen para produzir sementes e garantir a estabilidade de sua população, sendo assim, autopolinizando-se.
Polinização
Polinização é o ato da transferência de células reprodutivas masculinas, ou seja: os grãos de pólen que estão localizados nas anteras de uma flor para o receptor feminino estigma de outra flor, ou para o seu próprio estigma. Pode-se dizer que a polinização é o ato sexual das plantas espermatófitas, já que é através deste processo em que o gameta masculino pode alcançar e fecundar o gameta feminino.
Quando os microsporângios se abrem, libertam os grãos de pólen, que, por serem alados, são carregados até os cones femininos, onde penetram pela micrópila (orifício do óvulo). Os grãos de pólen germinam e emitem o tubo polínico estrutura que cresce em direção ao óvulo. No interior do tubo polínico, por mitose, o núcleo reprodutivo origina dois espermáticos, que são os gametas masculinos. Por isso, o tubo polínico, local onde se formam os gametas masculinos, é chamado de gametófito masculino. Um dos núcleos espermáticos fecunda a oosfera, e o outro degenera. O zigoto formado passa por sucessivas mitoses, originando o embrião (2N). O embrião se desenvolve no interior do gametófito feminino, alimentando-se dele. Ao mesmo tempo, o tegumento do megasporângio torna-se rígido e formará a casca ou tegumento da semente.
A transferência de pólen pode ser através de fatores bióticos, ou seja, com auxílio de seres vivos, ou abióticos, através de fatores ambientais. Os tipos gerais de polinização são os seguintes:
Anemofilia: através do vento;
Cantarofilia: besouro;
Psicofilia: borboleta;
Falenofilia: mariposa;
Hesperfilia: anfíbios e répteis;
Entomofilia: polinização através de insetos;
Ornitofilia: polinização feita por aves;
Hidrofilia: através da água;
Artificial: através de técnicas de manipulação humana (antropofilia);
Quiropterofilia: polinização feita por morcegos;
Zoocoria: dispersão pelos animais. Quando o animal ingere as sementes e as defeca intatas (zoocoria endozoica). Ou, também, expansões que se fixam no corpo de animais, que as transportam para outras regiões (zoocoria epizoica).
OBS.: Entre as Gimnospermas a polinização é quase sempre anemófila. Especula-se que isso seja consequência do momento em que estas plantas evoluíram, quando não haviam insetos especializados na coleta de pólen. A pequena variedade de meios de polinização neste grupo reflete-se na pouca variação morfológica de suas estruturas reprodutivas
Curiosidade:
Frutos - É um órgão reprodutivo resultante da hipertrofia do ovário floral. Tem como funções: proteger e muitas vezes participar do processo de dispersão das sementes, eles pode ser:


Pseudofrutos – Ocorrem quando a parte carnosa e protetora da semente é formada por outra estrutura diferente do ovário;
Fruto Partenocárpico - São frutos nos quais ocorre a hipertrofia de uma peça floral sem que tenha ocorrido a fecundação do óvulo (a fecundação do óvulo origina uma semente), ou seja, são frutos sem semente.

Curiosidades: As plantas carnívoras também fazem fotossíntese, porém, elas precisam diger suas presas e absorvem os nutrientes que não conseguem obter do solo onde vivem, como por exemplo, o nitrogênio. 


Deixarei aqui uma playlist feita por uma canal super interessante e muito válido ser visto:
Botânica

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